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Análise econômica

Café em Alta

SYSTEM IMPORT20 fev 20253 min de leitura

Clima, guerras e demanda. Entenda os motivos do aumento: O café registrou no começo do ano de 2025 uma forte alta de seu preço no mercado internacional e doméstico. Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a commoditie tão presente na cultura diária e cotidiana do brasileiro registrou um preço de mais de R$ 2.316,65 por saca de 60kg no dia 15 de janeiro de 2025, chegando a ser comercializado em média a um valor de R$ 42,65 nos supermercados brasileiros no mês de dezembro de 2024, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC). O que motivou o aumento dos preços do grão moído? Alguns fatores se destacam no aumento do preço dessa commoditie : Instabilidade climática: Com fortes secas e ondas de calor, que prejudicam as novas safras de café, fator esse que também explica as pressões nos preços do café ao longo da série histórica; Guerras e conflitos: Fator esse que impacta no custo de transportes do grão no qual aumenta seu custo de logística no mercado internacional, mediante as guerras no Oriente Médio e leste Europeu; Consumo interno crescente: Segundo dados da ABIC, o brasileiro aumentou o consumo do alimento no ano de 2023 em 1,64%, um aumento na demanda por café. O Brasil possui relações fortes com o café, historicamente a economia brasileira foi fortemente pautada pela exportação do grão para diversos países, no ano de 2024, o país registrou recorde nas exportações do café, chegando a comercializar cerca de 47,3 milhões de sacas de café. Em relação a previsões futuras do preço do café, podemos esperar que o mercado deve permanecer volátil ao longo de 2025. A instabilidade climática, que tem sido um dos principais fatores de aumento nos preços, ainda representa um desafio significativo. Dados meteorológicos apontam que as regiões produtoras de café no Brasil, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) destacou que o verão de 2024/2025 será marcado por temperaturas acima da média em todo o território, com calor intenso e em outros grandes exportadores, como Colômbia e Vietnã, enfrentam riscos de eventos extremos, incluindo secas prolongadas e tempestades inesperadas. Isso pode reduzir ainda mais a oferta do grão e causar segundo Alfred Marshall em seu livro Principles of Economics (1890), um aumento do preço devido a redução da oferta do produto não ser acompanhada por uma redução na demanda do produto para o mercado chegar em um equilíbrio. Ademais, o custo logístico internacional, agravado pelos conflitos no Oriente Médio e no leste europeu, tende a impactar o preço final, como já foi abordado anteriormente. Porém se não for realizada uma solução diplomática para esses conflitos em 2025, as cadeias de transporte global continuarão enfrentando desafios, como o aumento nos preços dos combustíveis e dificuldades em rotas marítimas, acarretando um aumento nos preços dos transportes do café que serão repassados pera os consumidores finais. No mercado interno, o aumento da demanda por café também deve manter os preços elevados. A ABIC estima que o consumo interno de café pode crescer mais 1,5% em 2025. Causando um maior desequilíbrio entre a oferta de café e a demando pelo produto, que tem uma tendência de crescimento consistente nos últimos anos. Assim, fica evidente que o mercado cafeeiro enfrentará desafios complexos para o ano de 2025, impulsionados por fatores climáticos, geopolíticos e pelo aumento da demanda interna. Apesar das incertezas, o café deve continuar desempenhando um papel fundamental na economia brasileira, com produtores, distribuidores e consumidores buscando formas de se adaptar a esse cenário dinâmico de aumento nos preços. Investimentos em tecnologias agrícolas, soluções diplomáticas para conflitos internacionais e políticas públicas que promovam a sustentabilidade na produção podem ser estratégias-chave para mitigar os impactos e garantir a competitividade do setor no futuro.